..:: TEKOHA ::..

Buscar Produto:
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 


 

IVAPORUNDUVA

Ivaporunduva fica no município de Eldorado, no interior de São Paulo e é a mais antiga das comunidades do Vale do Ribeira. Na região, no total são vinte comunidades, que vivem da colheita de banana, do peixe e da agricultura de subsistência. Ivaporunduva foi o ponto de partida dos demais bairros negros da região. Uma das primeiras pessoas a povoarem a região foi uma senhora chamada Joanna Maria, que chegou ao local com seus escravos e construiu uma casa onde atualmente é a sede da associação da comunidade.
 
Quem nos recebeu e guiou pela comunidade foi Bico, jovem liderança da região, que nasceu em Osasco, região metropolitana de São Paulo. Ele nos contou sobre a história do lugar e conversou muito sobre como é a vida na comunidade. Conta que em meados dos anos 70 muita gente saiu da comunidade para tentar a vida na cidade, assim como seus pais, mas muitos deles acabaram voltando e foi assim que ele, apesar de ter nascido em Osasco, foi criado em Ivaporunduva.

Há documentação histórica narrando que essa senhora morreu em 1802, deixando suas terras como doação para seus escravos. No entanto, os quilombolas contam que, quando ela saiu para se tratar na cidade e morreu, escravos fugidos, que estavam nos arredores da região, se organizaram e tomaram a comunidade. Mas alguns moradores de Ivaporunduva dizem que sua fundação é mesmo anterior a 1720.

“Por volta de 1700, quem vivia aqui não eram mais os escravos. Só que eles viviam uma pressão muito forte, do pessoal que estava aqui para baixo e aqui para cima, que vinha aqui para pegar eles e levar de novo para vender. Vendiam em Iporanga, onde a mineração era muito forte, onde tinha muito dono de escravo”, conta Benedito Alves da Silva, liderança da comunidade.

Ivaporunduva é formada por 70 famílias, que vivem em uma vila localizada na beira do Rio Ribeira do Iguape, e em casas espalhadas, até cinco quilômetros de distância da vila. A maioria das casas da vila é de alvenaria e coberta com telhas, mas no interior da comunidade as casas ainda são de sapé, pau-a-pique, com chão de barro socado.

Até a 4a. série do ensino fundamental, as crianças estudam na escola municipal da comunidade. Para as séries seguintes se deslocam em torno de 6 km, com transporte fornecido pela prefeitura, até a Escola Estadual Maria Antonia Chules Princesa, na Comunidade André Lopes. Para cursar o Ensino Médio, freqüentam escolas no bairro de Itapeúna (a 30 km) ou na cidade de Eldorado (45 km). O ensino superior só é acessível em Registro ou São Paulo.

A comunidade de Ivaporunduva desenvolve uma série de projetos visando gerar alternativas de manejo de seus recursos naturais e de geração de renda. Por isso, a Patrícia do ISA também nos acompanhou na visita. Em parceria com o Instituto são desenvolvidos projetos de plantação de banana orgânica, produção de artesanatos com palha de bananeira, repovoamento do palmiteiro juçara e coleta seletiva de lixo. Em maio de 2003, a comunidade conseguiu o certificado de banana orgânica, concedido pelo Instituto Biodinâmico de Botucatu.

O trabalho com artesanato tem como fundamento a promoção de alternativas de desenvolvimento, de sustentabilidade sócio-econômica, cultural e educacional que possibilitam a permanência da população jovem dos quilombos em suas comunidades, diminuindo o risco de exclusão e marginalização que ocorrem quando migram para outras regiões. Entretanto o grupo de artesãs e artesãos começou com 40 integrantes e hoje são apenas 16. Érica, moradora da comunidade e artesã conta que o pessoal viu que não tava vendendo muito e foi desistindo…

O processo produtivo do artesanato começou com a assessoria de técnicos da ESALQ/USP para aproveitamento do caule da bananeira. Hoje a comunidade conta com um grupo que produz bolsas, tapetes, jogos americanos, pulseiras, colares, cortinas, etc. A parceria entre a Esalq e o ISA tem mantido a assessoria técnica para a produção e comercialização das peças em feiras e por encomenda, entre as organizações que comercializam seus produtos, a Tekoha é uma delas, como mais uma forma de geração de renda.

Atualmente, a comunidade luta pela titulação das suas terras, pois assim, a construção de uma hidrelétrica na região não seria possível. A sua construção seria responsável pela inundação de 111 mil hectares, incluindo as terras mais férteis da região e parques ecológicos.

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  Indique a Tekoha  | Como Comprar | Formas de Pagamento | Entrega | Devolução | Politica de Privacidade |
FORMAS DE PAGAMENTO  

 Aceitamos pagamentos com Visa, MasterCard, Diners, American Express, Hipercard, Aura, Bradesco, Itaú, Unibanco, Banco do Brasil, Banco Real, saldo em conta PagSeguro e boleto.

Todas as Marcas referidas neste website são ou podem ser marcas comerciais registradas e protegidas por leis internacionais de copyright e propriedade industrial e pertencem aos seus respectivos fabricantes e proprietários. TEKOHA @2009